Encontro de culturas

A ideia deste blog é compartilhar nossas experiências durante a orientação que começou há três meses na África do Sul. Uma vez que somos de diferentes países e contextos, decidimos fazer perguntas entre nós e mostrar como foram nossas diferentes experiências em Bogotá.

  1. Leanna, o que mais te impactou durante a orientação?

Aprender sobre o contexto colombiano e sua história me impactou demais. É difícil ver como o conflito armado continua até hoje afetando as pessoas na Colômbia. Eu nunca vivi em um lugar onde há um medo constante causado pela violência, e por isso agora tenho uma perspectiva muito forte sobre a importância da paz.

  1. Albin, qual foi o seu maior desafio durante a orientação?

Um dos maiores desafios foi a barreira da língua, porque isso é importante para a comunicação entre culturas diferentes. É muito interessante saber que há pessoas que não falam a sua língua, mas dão o seu melhor para se comunicar com você; e o mais interessante que todos eles têm a mesma missão de aprender e servir nas comunidades.

Albin, in the Christian Center, Emseni, Johannesburg, South Africa

Albin no Centro Cristão Emseni, em Joanesburgo, África do Sul

  1. Leanna, no que diz respeito a mobilidade em Bogotá, como foi sua experiência?

Em geral, transporte em Bogotá é difícil. Tive que aprender a aceitar a falta de organização e ser agressiva. Também tive que aceitar que as pessoas me olhariam por ser estrangeira e por falar Inglês. Mas também aprendi muito sobre a cultura de Bogotá e tive muitas oportunidades de falar espanhol.

  1. Albin, como você se sente, em seu próprio país, ter que trabalhar com diferentes culturas estrangeiras?

Estou muito feliz de trabalhar com companheiros/as diferentes países, pois pude aprender sobre cada cultura, alguns valores, a familiaridade, o apoio e a fraternidade que vai se construindo gradualmente, independentemente da cultura, raça, etnia, cor da pele ou religião.

  1. Leanna, qual foi o tema que você mais gostou?

Gostei muito de todos os temas, mas um deles que vai meu ajudar na minha comunidade é o que Terry Jantzi falou sobre o capital social. Ele falou sobre como a diversidade produz criatividade. Penso que esta questão é muito importante porque precisamos abraçar a diversidade e sermos gratos/as por todas as características únicas de cada pessoa. Aprendi durante a orientação que você pode aprender muito com pessoas que são diferentes de você.

Leanna atop the Cerro of Monserrate, Bogota, Colombia

Leanna no alto do Monserrate, em Bogotá, Colômbia

  1. Albin, o que você aprendeu sobre o seu próprio país?

Eu aprendi e continuo aprendendo o contexto do meu país, a luta e a resistência do povo colombiano que já existe há muito tempo. Apesar de todo o conflito que tem sofrido, essas famílias trabalhadoras permanecem de pé. Muitas dessas pessoas tiveram que migrar do campo para as cidades por conta de ameaça às suas vidas, por terem sido deslocados de suas terras e tiveram que deixar tudo para trás, atrás do pão de cada dia para sua família e enfrentando todos os desafios que uma metrópole oferece aos novos habitantes.

Nossa orientação nos desafiou de várias formas e da melhor maneira possível. Todos foram desafiados a apreciar e aceitar as diferenças culturais, e, ao final, todos saíram com uma nova compreensão de outros países e culturas. Nós também fomos desafiados a mergulhar na história, no contexto da Colômbia e pensar criticamente sobre as maneiras de se construir paz e como isso pode trazer mudanças positivas. Estamos muito animados/as para levar o que aprendemos durante nossa orientação e aplicá-lo no nosso trabalho em nossas comunidades.

Por: Leanna Buisman e Albin Sanchez

Traduzido por: Carolina Gouveia