Transições: A Dificuldade, Importante, e Necessária

Mudanças sempre trazem consigo novos desafios, objetivos, aprendizagens, mas, acima de tudo, uma oportunidade de nos conhecer melhor.

Há 3 meses se iniciou o Ciclo IV do Programa Semilla na Colômbia e tenho que reconhecer que, apesar de termos vivido outros ciclos, cada equipe é diferente, cada pessoa traz uma riqueza cultural e experiências diferentes, o que nos permitem crescer e entender como complexo, grande e diverso é o mundo.

Quando penso na diversidade da nossa equipe, penso nos discípulos e na experiência social que Jesus fez para reunir 12 pessoas tão diferentes, com experiências e decisões de vida tão distintas; talvez seja essa a intenção do CCM com o programa Semilla, ao reunir pessoas de diferentes partes do mundo, oferecendo oportunidades de reflexão, serviço e transformação mútua. Esse não é um trabalho fácil, mas é o tentamos fazer ao realizarmos conversas e reflexões muitas vezes incomodas sobre poder, violência, gênero, igreja, contexto e efeito das políticas dos nossos países no contexto, neste caso o colombiano.

Estanislao Zuleta, um pensador colombiano, afirmou que: “O mais difícil, mais importante, mais necessário, mas o que mesmo assim deve-se tentar, é preservar a vontade de lutar por uma sociedade diferente sem cair na interpretação paranoica da luta. O mais difícil, porém, essencial é valorizar positivamente o respeito e as diferenças, não como um mal ou um fato inevitável, mas como um enriquecimento à vida e o que promove a criação de pensamento, como o que sem o qual uma comunidade de justos imaginários cantaria hosana eternamente com uma satisfação tediosa. Deve-se colocar um grande ponto de interrogação sobre o valor do que é fácil; não só sobre as suas consequências, mas a coisa em si, a preferência por tudo o que não exige nenhum esforço, ou não nos coloca em questão, nem nos obrigam a implantar nossas chances.” Então, quando @s semillher@s se mudam às comunidades historicamente carentes na Colômbia, onde, ao invés de começar a ver e fazer as coisas, el@s precisam ouvir, aprender e se familiarizar com as comunidades e suas lutas, tentamos optar por caminhos mais longos e não tão fáceis, nos desafiamos a desaprender, a repartir e por que não também afirmar e construir quem somos e como podemos ser e nos abrimos para “mostrar nossas possibilidades.”

Começamos o ciclo IV de Semilla e tod@s os semiller@s estão conhecendo suas comunidades. Nós seguiremos compartilhando com vocês as reflexões e aprendizagens que recebemos quando nos arriscamos ao mais difícil ou ao, as vezes, não tão lógico ou não tão óbvio.

Traduzido por: Carolina Gouveia

Advertisements