Tudo sobre a Colômbia

Há dois meses e meio nos mudamos para a Colômbia como Semillas e tivemos experiências maravilhosas, mas desafiadoras também. As pessoas sempre dizem que não há lugar como o lar, mas a pergunta que fazemos é: qual é o propósito de sair de nossos lares? A nossa resposta é simples, é porque nós (Carrie e Lweendo) amamos servir a outros/as. Ao servir, fazendo parte de uma equipe em um lugar novo, vamos encontrar muitos desafios, alegrias e surpresas. Aqui estão algumas coisas que já encontramos durante estes primeiros meses:

  1. A barreira da língua:

    A partir do momento em que começou a orientação, outra questão começou a se formar em nossas mentes: como podemos ser úteis se alguns de nós não falam espanhol? Para Lweendo, vir para a Colômbia e mergulhar o cérebro em espanhol foi como mudar para outro planeta, ela se perdeu neste novo mundo. Para Carrie, foi mais fácil se comunicar porque fala espanhol (embora ainda muito carregado de sotaque e com muitas palavras e frases para aprender). No entanto, Lweendo começou suas aulas de espanhol com outros/as Semilleros/as e, com tempo, a melhorar a comunicação. Depois de quase perder a cabeça por causa do espanhol, agora ela pode dizer com alegria que seu espanhol está melhorando a cada dia, porque é capaz de comunicar-se com outros falantes do idioma.

Lweendo

Lweendo, Semillera da Zâmbia

  1. Ser parte de uma equipe diversificada:

    Nós, do programa Semilla, somos uma equipe de seis países, falamos uma variedade de línguas e todos/as nós temos experiências, origens e perspectivas diferentes. Embora a nossa diversidade possa ser um desafio, essa experiência nos enriqueceu muito. Cada um/uma veio com um conhecimento diferente, perspectiva e habilidades que, juntos, nos ajudam a refletir mais plenamente enquanto nos preparamos para acompanhar os nossos parceiros: igrejas e organizações que trabalham pela paz.

  1. Um processo de aprendizagem:

    Nosso tempo de orientação foi de aprendizado constante, dentro e fora das sessões. Para nós duas, por ser a primeira vez que estamos vivendo na Colômbia, temos que aprender muito sobre as normas culturais e costumes que são diferentes das nossas. Também nas sessões, começamos a aprender sobre a história da Colômbia, o trabalho do CCM e seus parceiros, e os valores que nos unem. Este processo de aprendizagem certamente irá continuar enquanto nos mudamos para as comunidades onde vamos servir!

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Semilleros da Zâmbia, Colômbia, Uganda, Brasil, Estados Unidos e Canadá

  1. Construção da paz:

    A paz é uma palavra que escutamos constantemente depois que chegamos à Colômbia. Temos falado de paz em nível nacional e local no contexto dos acordos de paz entre as FARC, um grupo de guerrilha, e o governo, mas temos também falado sobre o que significa construir a paz, como equipe e como seguidores de Cristo, e o nossa função em realizar acompanhamentos.

  1. Viver com famílias que nos hospedados:

    Durante a nossa orientação, cada Semillera/o morou com famílias que nos hospedaram em diferentes bairros de Bogotá. Tanto Carrie como Lweedo se sentem muito agradecidas pelas famílias que as hospedaram, as fizeram se sentir em casa e as ajudaram no processo de aprender sobre e se acostumar à vida na Colômbia. (Obrigada, Anna Vogt, Hernán e Yida!)

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Carrie, semillera dos Estados Unidos em frente ao Salto de Tequendama, fora de Bogotá

  1. Ir para as comunidades:

    É triste dizer adeus a nossas famílias e amigos/as. No entanto, enquanto nos mudamos para nossas novas comunidades e continuamos a aprender novos nomes e rostos, embora desafiador, sabemos que quanto mais nós deixamos para trás nossas expectativas e começamos a integrar às vidas dessas pessoas, sentiremos que fazemos parte da comunidade. A jornada apenas começou e esperamos servir as nossas comunidades com amor, paz e unidade.

Por: Carrie Vereide e Lweendo Hachilenge

Traduzido por: Carolina Gouveia

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